De 10% para menos de 3%: como fazendas estão reduzindo a mortalidade de bezerras no Brasil
Fazendas leiteiras no Brasil estão conseguindo reduzir significativamente a mortalidade de bezerras, de 10% para menos de 3%, através de investimentos em estrutura, manejo adequado e profissionalização da gestão, com o apoio de projetos como o Alta Cria.
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20/03 às 06:15
Pontos principais
- A mortalidade de bezerras no Brasil, que historicamente era de 10%, está sendo reduzida para menos de 3% em fazendas leiteiras.
- O projeto Alta Cria, que atua desde 2017 em mais de 200 propriedades em 10 estados, transforma conhecimento técnico em soluções práticas para produtores.
- Produtores como os irmãos Fernando e Henrique Silva, em Coromandel (MG), investiram R$ 550 mil em novas instalações e manejo, reduzindo a mortalidade e aumentando a produtividade.
- Medidas como cura do umbigo, pesagem e fornecimento de colostro em até duas horas após o nascimento são cruciais para a imunidade das bezerras.
- Eldes Braga, em Carmo do Paranaíba (MG), focou no cuidado com as vacas gestantes, investindo em galpão com resfriamento e alimentação específica, diminuindo a mortalidade para 1,7%.
- A profissionalização da atividade leiteira e o bom manejo das bezerras são essenciais para a reposição do rebanho e a rentabilidade a longo prazo.
- Desde 2024, o projeto Alta Cria também iniciou um levantamento similar para fazendas de gado de corte.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Rafael Azevedo (zootecnista e coordenador do projeto Alta Cria)Fernando Silva (produtor de leite)Henrique Silva (produtor de leite)Eldes Braga (produtor de leite)
Organizações
Globo RuralAlta Cria
Lugares
BrasilMinas GeraisCoromandelCarmo do Paranaíba
