Crime organizado exige nova estratégia do Estado, diz Human Rights Watch
A Human Rights Watch aponta que o Brasil precisa de uma nova estratégia para combater o crime organizado, focando em inteligência e investigações aprofundadas para desmantelar a infiltração de facções no Estado.
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04/02 às 09:52
Pontos principais
- O relatório mundial de 2026 da Human Rights Watch critica a insuficiência das políticas de segurança pública brasileiras no combate ao crime organizado.
- A HRW recomenda investigações baseadas em inteligência para identificar vínculos entre organizações criminosas e agentes estatais, além de fortalecer a investigação policial e a coordenação entre órgãos.
- O relatório destaca a atuação do PCC em setores como transporte público e combustíveis, e o uso de fundos de investimento para lavagem de dinheiro.
- A condenação de policiais militares por segurança ilegal a um delator do PCC em São Paulo é citada como exemplo da conexão entre crime organizado e agentes públicos.
- Pesquisas de opinião pública indicam que crime e violência são a principal preocupação de 41% dos brasileiros.
- Apesar da queda nos homicídios, houve um aumento de 4,5% nas mortes causadas por policiais em 2025, totalizando 6.519 óbitos.
- A organização alerta que, sem mudanças estruturais, o crime organizado continuará a gerar altos custos para o Estado, a economia e a credibilidade institucional do país.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Antonio Vinícius Gritzbach
Organizações
Human Rights WatchPrimeiro Comando da Capital (PCC)Ipsos-IpecComando VermelhoMinistério da JustiçaSTF
Lugares
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