Crédito adicional ao exportador ajuda, mas não resolve instabilidade global, avalia especialista
Um especialista avalia que o reforço de R$ 5 bilhões ao Fundo de Garantia à Exportação (FGE) ajudará empresas brasileiras, especialmente as de menor porte, a enfrentar as dificuldades do comércio exterior, mas não resolverá a instabilidade global e o protecionismo.
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05/05 às 15:00
Pontos principais
- O Fundo de Garantia à Exportação (FGE) recebeu um aporte adicional de R$ 5 bilhões, totalizando R$ 20 bilhões em recursos mobilizados.
- A medida visa aliviar as dificuldades de empresas brasileiras no comércio exterior, impactadas pelo protecionismo global e instabilidade logística.
- José Pimenta, da BMJ Consultoria, avalia que o crédito é importante, mas insuficiente para resolver a instabilidade global e os gargalos logísticos, como no Estreito de Ormuz.
- O suporte é direcionado principalmente a micro, pequenas e médias empresas com mercados já consolidados, especialmente nos EUA e Oriente Médio.
- O crédito busca facilitar o acesso a capital de giro para operações de exportação de longo prazo.
- A solução definitiva para os exportadores depende de maior estabilidade no comércio global, que enfrenta tarifas elevadas, conflitos internacionais e problemas logísticos.
- A medida provisória ainda passará por análise no Congresso e levanta questões sobre o impacto nas contas públicas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
José Pimenta (diretor de comércio internacional da BMJ Consultoria)
Organizações
Fundo de Garantia à Exportação (FGE)BMJ ConsultoriaReal TimeTimes BrasilCNBCCongresso
Lugares
Estados UnidosOriente MédioEstreito de OrmuzUcrânia

