Como policiais recuperam conversas e arquivos do celular e da nuvem de investigados
Policiais utilizam programas especializados e análise de serviços na nuvem para recuperar conversas e arquivos, inclusive apagados, de celulares de investigados, conforme demonstrado em recentes operações e dados de pedidos a empresas de tecnologia.
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17/04 às 03:00
Pontos principais
- Programas como Cellebrite UFED e Magnet Greykey são usados para extrair informações de celulares, contornando bloqueios e acessando dados apagados.
- A análise de serviços na nuvem, como iCloud e Google Drive, é uma fonte crucial de evidências, como visto em uma megaoperação que revelou um esquema de lavagem de R$ 1,6 bilhão.
- Empresas como Google e Apple recebem milhares de pedidos de informações de usuários por autoridades, fornecendo dados na maioria dos casos.
- O processo de extração de dados pode envolver o desbloqueio do aparelho e a utilização de ferramentas que exploram vulnerabilidades em sistemas, não apenas em aplicativos.
- Peritos utilizam programas como o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais) da PF para analisar e organizar grandes volumes de dados brutos extraídos.
- A criptografia de ponta a ponta em aplicativos como WhatsApp protege mensagens em trânsito, mas a segurança do dispositivo comprometido pode expor os dados.
- A extração dos dados deve ser feita o quanto antes, pois alguns registros são temporários e podem ser perdidos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Altieres RohrDaniel Vorcaro (dono do Banco Master)Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB)Andréia Sadi (blogueira)MC Ryan SPMC Poze do RodoMarcos Monteiro (presidente da Associação Nacional dos Peritos em Computação Forense - Apecof)Wanderson Castilho (perito em segurança digital)
Organizações
G1Polícia FederaliCloudBanco MasterBRBGoogleAppleCellebriteMagnet GreykeyWhatsAppTelegramAssociação Nacional dos Peritos em Computação Forense (Apecof)Fantástico

