Como os anos após a aposentadoria podem se tornar a fase mais sociável de nossas vidas
Um estudo transcontinental liderado pelo professor Carlo Ratti do MIT revela que os anos após a aposentadoria podem ser a fase mais sociável da vida, com indivíduos acima de 66 anos interagindo com grupos sociais mais diversificados.
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23/04 às 04:02
Pontos principais
- O professor Carlo Ratti, do MIT Senseable City Lab, publicará um estudo na revista Nature Cities sobre a sociabilidade na aposentadoria.
- A pesquisa, baseada em dados de celulares e 200 mil pesquisas domiciliares, mostra que pessoas acima de 66 anos têm mais encontros com grupos diversificados da sociedade.
- O estudo transcontinental, realizado em Boston, Chicago, Hong Kong, Londres e São Paulo, cruza dados de mobilidade com informações socioeconômicas.
- A 'mistura social' é intensa em adultos jovens, declina na meia-idade e se intensifica novamente na aposentadoria, quando as barreiras de trabalho e família diminuem.
- Ratti sugere que cidades podem usar essas informações para criar mais oportunidades de interação social, como atividades intergeracionais em espaços públicos.
- A pesquisa desafia a narrativa de que o envelhecimento populacional está associado a declínio e isolamento, propondo que a aposentadoria pode ser uma retomada social.
- O trabalho faz parte de uma nova abordagem em pesquisas urbanas, focando nas interações humanas que dão significado aos espaços da cidade.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Carlo Ratti (diretor do MIT Senseable City Lab)Mariza Tavares
Organizações
MIT Senseable City LabInstituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)Financial TimesNature CitiesUniversidade de Hong Kong
Lugares
BostonChicagoHong KongLondresSão Paulo

