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Cenário externo complica plano de corte de juro e deixa novo chefe do Fed sob pressão

O novo presidente do Fed, Kevin Warsh, enfrenta pressão para cortar juros, mas o cenário externo, com o conflito Irã-Israel e dados fortes do mercado de trabalho, complica essa decisão, aumentando o risco inflacionário e levando outros bancos centrais a uma postura mais cautelosa.

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09/03 às 05:00

Pontos principais

  • A indicação de Kevin Warsh à presidência do Fed vem com a expectativa de cortes de juros, alinhada à pressão da Casa Branca.
  • O conflito militar entre Irã e Israel, com envolvimento dos EUA, eleva os preços de energia e complica a meta de inflação do Fed.
  • Dados robustos do mercado de trabalho nos EUA, com 66 mil novas vagas em fevereiro, enfraquecem o argumento para um corte de juros.
  • Presidentes regionais do Fed, como Beth Hammack e Neel Kashkari, indicam que os juros podem permanecer altos por mais tempo devido aos riscos geopolíticos.
  • Bancos centrais globais, incluindo o Banco do Japão e o Banco da Inglaterra, adotam uma postura mais dura diante da guerra no Irã e potenciais pressões inflacionárias.
  • Investidores reduziram as apostas em um corte de juros no primeiro semestre de 2026, com a probabilidade de corte em junho caindo para 39%.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Kevin Warsh (presidente do Fed)Jerome Powell (presidente do Fed)Donald Trump (presidente dos EUA)Beth Hammack (presidente do Fed de Cleveland)Neel Kashkari (presidente do Fed de Minneapolis)Thierry Wizman (Macquarie)Jim Reid (Deutsche Bank)

Organizações

FedComitê Federal de Mercado Aberto (Fomc)Casa BrancaADPFed de ClevelandFed de MinneapolisMacquarieBanco do JapãoBanco da InglaterraBanco do CanadáBanco Central EuropeuDeutsche Bank

Lugares

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