Caso de Itumbiara acende alerta para violência vicária; entenda
O caso de Itumbiara, onde um secretário municipal matou os filhos e cometeu suicídio, acende um alerta sobre a violência vicária, uma modalidade de violência contra a mulher em que o agressor atinge pessoas próximas à vítima para puni-la ou causar sofrimento psicológico.
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14/02 às 14:00
Pontos principais
- A violência vicária ocorre quando um agressor machuca ou mata pessoas íntimas de uma mulher, geralmente filhos, para atingi-la psicologicamente.
- O caso de Itumbiara envolveu Thales Machado, secretário de Governo, que atirou nos dois filhos, matando-os, e depois tirou a própria vida, deixando uma carta que culpava a esposa.
- Estela Bezerra, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, explica que agressores frequentemente constroem narrativas para culpar a vítima.
- O Instituto Maria da Penha e a DPE-GO reforçam que a violência vicária é uma forma de violência de gênero e violação grave de direitos humanos.
- O Brasil reconheceu oficialmente a violência vicária como violência de gênero, estabelecendo diretrizes para proteção e resposta interinstitucional.
- A violência vicária pode se manifestar através de ameaças, afastamento forçado dos filhos, manipulação emocional, falsas acusações e sequestro de crianças.
- A DPE-GO enfatiza que a responsabilidade é sempre de quem comete a violência, e a mulher vítima não deve ser culpabilizada.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Thales Machado (secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara)Estela Bezerra (secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres)Lula (presidente)
Organizações
Agência BrasilMinistério das MulheresControladoria-Geral da União (CGU)Instituto Maria da PenhaConselho Nacional dos Direitos da Criança e do AdolescenteConselho Nacional dos Direitos da MulherDefensoria Pública Estadual de Goiás (DPE-GO)
Lugares
Itumbiara (GO)BrasilGoiás
