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Canetas emagrecedoras podem reforçar "economia moral da magreza"

A popularização das canetas emagrecedoras reforça a "economia moral da magreza", perpetuando padrões estéticos e a gordofobia, com riscos à saúde física e mental, segundo a professora Fernanda Scagluiza.

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03/05 às 10:07

Pontos principais

  • Canetas emagrecedoras, apesar de eficazes para obesidade, são usadas sem acompanhamento ou por não obesos, impulsionadas pela "economia moral da magreza".
  • A "economia moral da magreza" atribui virtude a corpos magros e estigmatiza corpos gordos, gerando privilégios e opressão social.
  • Padrões de beleza, como a magreza extrema, excluem a diversidade e alimentam uma indústria que vende soluções para isso.
  • A busca incessante pela magreza, exacerbada pelas canetas, é vista como um "sedativo político" para as mulheres, desviando-as de lutas sociais importantes.
  • A medicalização do corpo saudável por padrões estéticos transforma a alimentação em "remédio" e pode levar a comportamentos perigosos, como a restrição alimentar extrema.
  • O uso das canetas emagrecedoras pode ter efeitos psicológicos negativos, como a percepção da fome como opcional e a perda do aspecto simbólico da alimentação.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Fernanda Scagluiza (professora das faculdades de Saúde Pública e de Medicina Universidade de São Paulo (USP))

Organizações

Universidade de São Paulo (USP)TV BrasilAnvisa