Canetas emagrecedoras: entenda quando o uso pode fazer mal à saúde
A Anvisa e conselhos de saúde discutem a regulamentação e o uso seguro das canetas emagrecedoras, como semaglutida e tirzepatida, devido à sua popularização e ao risco do mercado ilegal, apesar de sua eficácia no tratamento da obesidade e diabetes.
|
26/04 às 08:50
Pontos principais
- A Anvisa está discutindo uma instrução normativa para regulamentar o uso de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras.
- A popularização desses medicamentos, incluindo semaglutida e tirzepatida, levou ao uso indiscriminado e ao crescimento do mercado ilegal.
- Anvisa, CFM, CFO e CFF assinaram uma carta de intenção para promover o uso racional e seguro das canetas emagrecedoras e prevenir riscos sanitários.
- Neuton Dornelas, presidente da Sbem, destaca a eficácia desses medicamentos para obesidade e diabetes, mas alerta para os perigos do uso indiscriminado e do mercado paralelo.
- Dados da Anvisa revelam importação de insumos incompatível com o mercado nacional e apreensão de 1,3 milhão de medicamentos ilegais.
- Dornelas defende o bloqueio temporário da manipulação dessas drogas para tratamento da obesidade devido à dificuldade de fiscalização.
- Os medicamentos atuam no controle da glicose, retardo do esvaziamento gástrico e aumento da saciedade, mas podem causar efeitos colaterais como náuseas, vômitos e, em casos raros, pancreatite.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Neuton Dornelas (presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Sbem)
Organizações
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)Conselho Federal de Medicina (CFM)Conselho Federal de Odontologia (CFO)Conselho Federal de Farmácia (CFF)Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem)Agência Brasil
Lugares
BrasilSão Paulo
