Canetas emagrecedoras e remédios caros podem elevar preços dos planos de saúde empresariais
A crescente demanda por canetas emagrecedoras e medicamentos de alto custo, juntamente com outros fatores, deve elevar os reajustes dos planos de saúde empresariais no Brasil em 2026, apesar de uma esperada desaceleração da inflação médica geral.
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05/05 às 10:01
Pontos principais
- A "febre" das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas com medicamentos caros devem pressionar a inflação médica.
- Especialistas preveem que os custos médicos subirão entre 8% e 11% em 2026, impactando os reajustes dos planos empresariais.
- Medicamentos para obesidade e diabetes, especialmente os modernos, são citados como principais fatores de aumento de custos nas Américas.
- Embora planos de saúde no Brasil ainda não cubram canetas emagrecedoras, a obesidade é cada vez mais reconhecida como doença crônica, podendo influenciar decisões judiciais.
- Outros fatores que contribuem para a inflação médica incluem regulação, judicialização, tecnologias mais caras, comportamento dos usuários, desperdícios e fraudes.
- Apesar da alta projetada para 2026, a inflação médica deve desacelerar em relação ao ano anterior, devido a esforços das operadoras para combater fraudes e controlar custos.
- Medidas como o aumento da coparticipação, regras mais rígidas para reembolsos e renegociação de contratos com a rede credenciada estão sendo implementadas para conter despesas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Walderez Fogarolli (diretora de saúde e benefícios da Willis Towers Watson)Thomás Ishizuka (superintendente técnico e atuarial da Mercer Marsh Benefícios)Marcelo Borges (diretor executivo da Mercer Marsh Benefícios)Fabio Martinez (diretor de Health & Talent da Aon no Brasil)
Organizações
Willis Towers Watson (WTW)Organização Mundial da Saúde (OMS)CongressoMercer Marsh BenefíciosAonSistema Único de Saúde (SUS)Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Lugares
BrasilAméricas

