Canais misóginos no Youtube somam mais de 130 mil vídeos
Um levantamento do NetLab/UFRJ revela que 123 canais brasileiros ativos no YouTube disseminam conteúdo misógino, somando mais de 23 milhões de inscritos e 130 mil vídeos, com monetização significativa e estratégias para dissimular o discurso de ódio.
|
10/03 às 17:45
Pontos principais
- 123 canais brasileiros misóginos estão ativos no YouTube, com mais de 23 milhões de inscritos e cerca de 130 mil vídeos.
- O levantamento do NetLab/UFRJ atualiza dados de 2024, mostrando que apenas 14 canais foram removidos desde então, enquanto outros 20 mudaram de nome.
- A quantidade de inscritos nos canais misóginos aumentou 18,5% desde abril de 2024, com mais de 3,6 milhões de novas assinaturas.
- Cerca de 80% dos vídeos misóginos são monetizados, transformando a misoginia em um nicho de negócio, segundo a pesquisadora Luciane Belín.
- O estudo define misoginia não apenas como ódio direto, mas também como desprezo, aversão e a ideologia de subjugação feminina.
- A maioria dos vídeos (88%) foi publicada a partir de 2021, com 52% entre janeiro de 2023 e abril de 2024, e 25 mil novos vídeos postados desde abril.
- O tema mais recorrente é o desprezo às mulheres e o estímulo à insurgência masculina, com uso de termos pejorativos e estratégias de dissimulação do conteúdo.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luciane Belín (pesquisadora do NetLab)
Organizações
Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab)Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)GoogleYoutubeAgência Brasil
