Calor extremo ameaça produção de alimentos no mundo, alertam agências da ONU
Agências da ONU alertam que o calor extremo está levando os sistemas agroalimentares globais ao limite, ameaçando a produção de alimentos e a subsistência de mais de 1 bilhão de pessoas, exigindo ações coordenadas para conter as mudanças climáticas.
|
23/04 às 00:01
Pontos principais
- O calor extremo está ameaçando a produção global de alimentos e a subsistência de mais de 1 bilhão de pessoas, segundo relatório da FAO e OMM.
- Ondas de calor mais frequentes e intensas prejudicam colheitas, pecuária, pesca e florestas, reescrevendo o que e quando agricultores podem cultivar.
- O aquecimento global está acelerando, com 2025 entre os anos mais quentes, intensificando secas, incêndios e surtos de pragas.
- Temperaturas elevadas reduzem a produtividade das principais culturas (milho, arroz, soja, trigo) quando ultrapassam 30 graus Celsius.
- O Marrocos, por exemplo, sofreu queda de mais de 40% na produção de cereais e fracasso nas colheitas de azeitonas e frutas cítricas devido a secas e ondas de calor.
- Ondas de calor marinhas também são mais frequentes, reduzindo oxigênio e ameaçando estoques de peixes, afetando 91% dos oceanos em 2024.
- A adaptação não é suficiente; a única solução duradoura é uma ação ambiciosa e coordenada para conter as mudanças climáticas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Kaveh Zahedi (chefe do escritório de mudanças climáticas da FAO)
Organizações
Organização das Nações Unidas (ONU)Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)Organização Meteorológica Mundial (OMM)Rede Amazônica
Lugares
Boa VistaMarrocos

