“Cadeira reforçada”: Justiça condena empresa por piadas sobre peso e fixa indenização
A Justiça condenou um grupo empresarial a pagar R$ 3 mil de indenização a uma funcionária que sofreu assédio moral por piadas sobre seu peso no ambiente de trabalho, em decisão da juíza Ana Paula Costa Guerzoni.
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20/04 às 20:30
Pontos principais
- Um grupo empresarial da área médica e comercial foi condenado a pagar indenização por assédio moral.
- A indenização de R$ 3 mil foi fixada para uma colaboradora que sofreu piadas sobre seu peso.
- A juíza Ana Paula Costa Guerzoni, da Vara do Trabalho de Itajubá (MG), reconheceu os comentários humilhantes feitos por um dos sócios.
- A funcionária relatou que o chefe fazia piadas de mau gosto, sugerindo que ela precisaria de cadeiras reforçadas e pesava mais de 200 quilos.
- A defesa da empresa negou as acusações, mas testemunhas confirmaram as ofensas.
- A magistrada considerou que a conduta ultrapassou os limites da civilidade e impôs depreciação à honra da autora.
- A indenização tem caráter compensatório e pedagógico, visando punir o causador e desestimular a repetição de situações semelhantes.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ana Paula Costa Guerzoni (juíza titular da Vara do Trabalho de Itajubá)
Organizações
JustiçaVara do Trabalho de Itajubá
Lugares
ItajubáMinas

