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Brasil pode perder R$ 47 bi ao priorizar petróleo na Foz do Amazonas

Um estudo da WWF Brasil aponta que o Brasil pode perder R$ 47 bilhões ao priorizar a exploração de petróleo na Foz do Amazonas em vez de investir em energias renováveis e biocombustíveis, considerando custos sociais e ambientais.

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23/04 às 16:43

Pontos principais

  • O Brasil pode perder R$ 47 bilhões ao focar na exploração de petróleo na Foz do Amazonas em vez de energias renováveis, segundo estudo da WWF Brasil.
  • O montante inclui perdas de R$ 22,2 bilhões com combustíveis fósseis e R$ 24,8 bilhões pela falta de investimento na eletrificação da matriz energética.
  • O estudo utilizou a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB), metodologia recomendada pelo TCU, para avaliar o retorno para todos os atores da sociedade.
  • A exploração na Foz do Amazonas, em um cenário de 40 anos, geraria emissões de 446 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, com prejuízos sociais de R$ 21 a R$ 42 bilhões.
  • Comparativamente, a eletrificação traria um retorno positivo de quase R$ 25 bilhões, e os biocombustíveis resultariam em um custo R$ 29,3 bilhões menor que o petróleo.
  • A Margem Equatorial é vista pela Petrobras como crucial para substituir o pré-sal pós-2030 e evitar a importação de petróleo.
  • O governo defende que os recursos dos combustíveis fósseis financiem a transição energética do país.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Daniel Thá (consultor da WWF-Brasil)

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