Bolha de mercado dos remédios emagrecedores coloca setor farmacêutico em risco, aponta relatório
Um relatório da Deloitte alerta que a crescente demanda por medicamentos para perda de peso e diabetes está criando um "efeito bolha" no setor farmacêutico, concentrando riscos e mascarando pressões em outras áreas da indústria.
|
04/05 às 15:52
Pontos principais
- A demanda por medicamentos de perda de peso e diabetes, como Wegovy e Zepbound, está expondo o setor farmacêutico a um "efeito bolha", segundo relatório da Deloitte.
- Os retornos de pesquisa e desenvolvimento das 20 maiores farmacêuticas subiram para 7%, impulsionados por ativos como os agonistas do receptor GLP-1.
- Pela primeira vez em 16 anos, tratamentos contra a obesidade superaram a oncologia como principal fonte de valor em estágios avançados de desenvolvimento.
- Medicamentos para obesidade e diabetes já representam cerca de 38% das entradas comerciais projetadas do pipeline avançado de 2025.
- A dependência de poucos ativos "mega blockbuster" (54 indicações gerando 70% das vendas máximas ajustadas ao risco) cria um ambiente de alto risco e concentração.
- Cientistas ainda investigam o potencial total dos GLP-1, incluindo aplicações para doenças cardiovasculares, hepáticas, renais, apneia do sono e até Alzheimer e dependência química.
- A questão para o setor é se deve continuar apostando nessa onda ou buscar o próximo grande avanço científico.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Hanno Ronte (sócio de Life Sciences and Healthcare da Deloitte)
Organizações
DeloitteCNBCNovo NordiskEli LillyTimes Brasil

