Bancos veem desaprovação a mudanças e fim das antecipações de saque aniversário
Pesquisa revela que a maioria dos trabalhadores desaprova as novas limitações à antecipação do saque aniversário do FGTS, que causaram uma queda drástica nos empréstimos e podem levar ao fim da modalidade, enquanto o governo busca direcionar para o consignado privado.
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27/02 às 05:00
Pontos principais
- As limitações à antecipação do saque aniversário do FGTS, implementadas em novembro, desagradaram a maioria dos trabalhadores, segundo pesquisa AtlasIntel.
- As medidas provocaram uma redução imediata de 80% no volume de empréstimos garantidos pelo FGTS, com projeção de queda de 96% até o fim de 2027, inviabilizando a modalidade.
- A pesquisa mostra que 59% dos trabalhadores usam o dinheiro do saque aniversário para pagar dívidas mais caras, e nenhum para apostas online, contrariando preocupações do governo.
- A maioria dos trabalhadores (86,96%) é contra o fim da antecipação do saque aniversário, e 79,7% discordam que a limitação de uma vez por ano melhore o planejamento financeiro.
- A ABBC e a Zetta defendem que o custo médio da antecipação do FGTS (1,79% a.m.) é mais baixo que o consignado privado (3,79% a.m.) e atende a um público sem acesso a outras linhas de crédito.
- O impacto negativo do fim da linha do saque aniversário na economia é estimado em R$ 35 bilhões, superior ao efeito positivo da redução do imposto de renda (R$ 32 bilhões), afetando mais trabalhadores.
- O governo se mostrou surpreso com o impacto do piso de R$ 100 na prestação, que causou grande parte da queda nas operações, mas ainda não há posicionamento sobre rever a medida.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Alex Gonçalves (diretor técnico da ABBC)Ricardo Barbosa (economista-chefe da Zetta)
Organizações
AtlasIntelAssociação Brasileira dos Bancos (ABBC)ZettaConselho Curador do FGTSCasa Civil

