Atraso na compra de Coronavac favoreceu perda de R$ 260 mi, diz TCU
Uma auditoria do TCU revelou que o atraso do Ministério da Saúde na compra de vacinas Coronavac em 2023 resultou na perda de R$ 260 milhões devido à expiração de doses.
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04/05 às 09:28
Pontos principais
- Auditoria do TCU apontou que o atraso na compra de Coronavac em 2023 causou a perda de R$ 260 milhões.
- Das 2 milhões de doses contratadas, apenas 260 mil foram aplicadas, gerando um prejuízo de até 97%.
- A demora de mais de sete meses na negociação resultou na entrega de lotes com validade curta e em um período de desuso do imunizante.
- Cerca de 8 milhões das 10 milhões de doses compradas foram incineradas por terem vencido.
- O Ministério da Saúde atribuiu o cenário a um "completo abandono dos estoques" da gestão anterior de Jair Bolsonaro.
- O TCU não encontrou evidências de envolvimento direto de Nísia Trindade no atraso, mas apontou morosidade e falha na coordenação.
- O Instituto Butantan alertou o Ministério da Saúde sobre o impacto da demora na finalização do contrato.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Jair Bolsonaro (ex-presidente)Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Nísia Trindade (ex-ministra da Saúde)
Organizações
Tribunal de Contas da União (TCU)Ministério da SaúdeInstituto ButantanSistema Único de Saúde (SUS)

