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As entregadoras de probiótico que combatem a solidão no Japão

As "Moças do Yakult" no Japão, além de entregarem a bebida probiótica, desempenham um papel crucial no combate à solidão e no apoio social a uma população que envelhece rapidamente, oferecendo conexão humana e observação atenta.

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29/03 às 02:00

Pontos principais

  • O Japão enfrenta um rápido envelhecimento populacional e uma crise de solidão, com cerca de 30% da população acima de 65 anos.
  • As "Moças do Yakult" são entregadoras que, além de venderem o produto, atuam como uma rede de assistência social informal, combatendo o isolamento.
  • A iniciativa começou por acaso em 1935, quando a empresa precisava de vendedores porta a porta para explicar o produto, e se formalizou em 1963.
  • Muitas entregadoras são autônomas, buscando flexibilidade para conciliar trabalho e vida familiar, como Satoko Furuhata, que trabalha quatro dias por semana.
  • Para clientes idosos, como uma senhora de 83 anos visitada por Furuhata, a visita semanal é uma fonte vital de conforto e energia.
  • A empresa não idealizou o serviço como saúde pública, mas a dimensão social das visitas se tornou cada vez mais significativa no Japão.
  • As "Moças do Yakult" também atuam como "vigilantes", notando mudanças na saúde ou rotina dos clientes e podendo alertar familiares ou buscar ajuda.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Satoko Furuhata (entregadora da Yakult)Minoru Shirota (microbiologista, fundador da Yakult)Haruko KawabeEmily Leeming (cientista)Asuka Mochida (Moça do Yakult)

Organizações

Yakult HonshaInstituto Nacional de Pesquisa sobre População e Assistência SocialAgência de Polícia Nacional do Japão

Lugares

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