Apesar da guerra, ainda há espaço para volta dos IPOs, diz especialista
Especialistas discutem a possível retomada das ofertas públicas iniciais (IPOs) no Brasil, apesar da guerra no Oriente Médio e da proximidade das eleições, com setores regulados como saneamento e energia sendo os mais promissores.
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12/03 às 05:00
Pontos principais
- O mercado espera a volta dos IPOs nos próximos meses, após quase quatro anos sem aberturas de capital, mesmo com a turbulência da guerra no Oriente Médio e a queda do Ibovespa.
- Daniel Laudisio afirma que a instabilidade atual não impactou as expectativas para o primeiro semestre, que deve ser o mais ativo para IPOs, mas as eleições podem dificultar o terceiro trimestre.
- A guerra no Oriente Médio, por enquanto, não afetou as operações de equity em preparação, mas um agravamento que disrompa a cadeia de suprimentos de petróleo poderia complicar o cenário.
- Setores regulados como saneamento e energia são vistos como os mais propícios para a retomada dos IPOs devido à previsibilidade de receita e menor volatilidade.
- Daniel Wainstein, da Seneca Evercore, expressa ceticismo, alertando que a instabilidade geopolítica e as eleições podem adiar a janela de IPOs para 2026.
- A tributação de dividendos, em vigor este ano, impacta o modelo de precificação para investidores, mas juros reais e estabilidade macroeconômica pesam mais na decisão de abrir capital.
- A confiança no ambiente macro, estabilidade jurídica e previsibilidade das regras são cruciais para o sucesso e a sustentabilidade do mercado de IPOs no Brasil.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Daniel Laudisio (sócio da área de Mercados de Capitais do TozziniFreire Advogados)Donald Trump (presidente americano)Daniel Wainstein (sócio-fundador da Seneca Evercore)
Organizações
TozziniFreire AdvogadosUBSSeneca Evercore
Lugares
Oriente MédioBrasilEstados Unidos
