A crise da BioNtech, criadora da 1ª vacina contra a covid‑19
A BioNTech, desenvolvedora da primeira vacina de mRNA contra a COVID-19, enfrenta uma grave crise financeira, com prejuízo trimestral, cortes de custos, fechamento de fábricas e a saída de seus fundadores, devido à queda na demanda por vacinas e à aposta em um único produto.
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07/05 às 11:25
Pontos principais
- A BioNTech, criadora da primeira vacina de mRNA contra a COVID-19, registrou prejuízo líquido trimestral de 532 milhões de euros e anunciou cortes de custos.
- A empresa fechará unidades de produção na Alemanha e em Singapura, afetando cerca de 1.860 empregos.
- Os fundadores Ugur Sahin e Özlem Türeci deixarão a empresa até o fim do ano para lançar um novo empreendimento.
- A crise é atribuída ao fim do boom da vacina contra a COVID-19, à dependência de um único produto e aos problemas econômicos da Alemanha.
- A demanda pela vacina Comirnaty caiu 35% no primeiro trimestre de 2026, levando a BioNTech a transferir a produção para a Pfizer.
- A aquisição da rival CureVac por US$ 1,25 bilhão, que resultou no fechamento de sua antiga fábrica, gerou controvérsia e críticas sindicais.
- A BioNTech planeja economizar cerca de 500 milhões de euros anualmente até 2029 e redirecionar seu foco para tratamentos de mRNA contra o câncer.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ugur Sahin (fundador da BioNTech)Özlem Türeci (fundadora da BioNTech)Margaret KeenanBoris Palmer (prefeito de Tübingen)
Organizações
BioNTechPfizerCureVacBristol Myers SquibbLeerink PartnersIG BCEIHK Reutlingen
Lugares
MarburgAlemanhaMainzSingapuraLondresTübingenStuttgartBoston

