A campanha contra o voto feminino nos EUA
Nos Estados Unidos, cresce o movimento de ultradireita e conservadores que defendem o fim do direito ao voto feminino, com argumentos de que mulheres votam emocionalmente e são responsáveis por problemas sociais, enquanto o governo Trump propõe reformas eleitorais que dificultam o exercício desse direito.
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25/04 às 03:00
Pontos principais
- Influenciadores de ultradireita, como Nick Fuentes, defendem abertamente a eliminação do direito ao voto feminino nos EUA.
- Pastores como Doug Wilson e Dale Partridge promovem a ideia de "um voto por família, decidido pelo marido" e a "feliz submissão das esposas".
- A 19ª Emenda, que garantiu o voto feminino há 126 anos, está sendo questionada por alguns grupos conservadores.
- O governo Trump propôs uma reforma eleitoral que cria obstáculos burocráticos para mulheres casadas que adotaram o sobrenome do marido votarem.
- A "machosfera" e comentaristas conservadoras, como Helen Andrews, amplificam o discurso contra o voto feminino.
- Mulheres conservadoras também apoiam o patriarcado bíblico e a ideia de um voto por domicílio.
- O repúdio ao voto feminino surge em meio à responsabilização das mulheres por instabilidade econômica, leis de aborto e avanço de agendas progressistas, lembrando que mulheres tendem a votar mais no Partido Democrata.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Nick Fuentes (influenciador de ultradireita)Doug Wilson (pastor)Dale Partridge (pastor)Helen Andrews (comentarista política conservadora)
Organizações
Igreja de CristoComunhão de Igrejas Evangélicas ReformadasPartido DemocrataThe New York Times
Lugares
Estados UnidosFrança

