A Vacina Butantan-DV é resultado de um estudo clínico conduzido entre 2016 e 2024, envolvendo mais de 16 mil voluntários em 14 estados brasileiros. O imunizante demonstrou eficácia de 74% contra casos gerais de dengue, mais de 91% contra casos graves e 100% contra hospitalizações. A tecnologia utilizada é de vírus vivo atenuado, e seu desenvolvimento contou com uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi Vaccines. Em janeiro de 2026, o Ministério da Saúde lançou uma estratégia piloto de vacinação em massa em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) para a faixa etária de 15 a 59 anos. A escolha desses municípios se deu por critérios como população entre 100 mil e 200 mil habitantes, histórico de vacinação e proximidade com grandes regiões metropolitanas. Botucatu, em particular, foi selecionada por ter concentrado o maior número de casos de dengue no estado de São Paulo e pela circulação do sorotipo DENV-3 na região, permitindo avaliar o impacto da vacina neste contexto. Para acelerar a fabricação em larga escala do imunizante, o Instituto Butantan firmou uma parceria de transferência de tecnologia com a empresa chinesa WuXi Vaccines, com expectativa de produzir entre 25 e 30 milhões de doses em 2026. A Anvisa também autorizou a avaliação da Butantan-DV para pessoas com mais de 60 anos, e o recrutamento de voluntários para esta faixa etária já foi iniciado.
O SUS oferece gratuitamente o imunizante internacional QDenga, com esquema vacinal de duas doses, para o público de 10 a 14 anos. Inicialmente disponibilizada em 2024 em 2,1 mil municípios prioritários, a vacinação com a QDenga será ampliada para todos os mais de 5,5 mil municípios brasileiros a partir de janeiro de 2026, após a aquisição de 18 milhões de doses adicionais da farmacêutica Takeda para os anos de 2026 e 2027. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer este imunizante no sistema público de saúde.