A história da Pizza Prime começou com Gabriel Concon, que aos 19 anos tentou comprar sua primeira pizzaria em São Paulo, mas o acordo não se concretizou. Em vez de desistir, ele adquiriu uma pequena pizzaria de 20 m² com forno a lenha. Inicialmente, a operação era manual e dependente dos pizzaiolos. Concon aprendeu que o produto sozinho não sustentava o negócio e que a gestão era crucial. O negócio cresceu com a abertura de várias unidades, cada uma com um nome diferente e operadas por sócios, amigos e familiares. Em 2011, Concon decidiu unificar todas as operações sob a marca Pizza Prime para organizar a expansão. Até 2019, a rede contava com 26 lojas sem um modelo formal de franquia. A profissionalização para o modelo de franquias ocorreu para estruturar as relações e organizar as pessoas envolvidas, e não apenas para vender novas lojas. A estreia como franqueadora coincidiu com a pandemia de COVID-19 em março de 2020. Apesar do cenário desafiador, com 12 lojas vendidas e em fase final de implantação, a Pizza Prime, já com DNA focado em delivery, conseguiu manter e acelerar suas operações. Gabriel Concon relatou que a empresa "surfou uma onda" com o aumento de milhões de novos usuários para o delivery durante a pandemia, o que levou a rede a dobrar de tamanho entre 2020 e 2022. No entanto, esse crescimento rápido trouxe desafios, como a inflação de alimentos (com a mussarela chegando a R$ 50 o quilo) e a queda no movimento pós-pandemia, o que impactou as margens. A empresa se reorganizou e investiu pesadamente em cozinha central, tecnologia, inteligência de dados e novos formatos de operação para otimizar custos e eficiência.
O período entre 2020 e 2022, embora de grande crescimento impulsionado pelo delivery durante a pandemia, também expôs vulnerabilidades. A rápida expansão e a facilidade de vendas de franquias, aliadas à reabertura dos restaurantes e à inflação histórica de alimentos, como o aumento do preço da mussarela, resultaram em uma queda no movimento e na margem de lucro. Diante desse cenário, a Pizza Prime empreendeu uma reestruturação significativa. A empresa investiu em uma nova fase que inclui a construção de uma fábrica quatro vezes maior que a atual, projetada para atender até 300 lojas com produção centralizada, porcionamento padronizado e rigoroso controle de custos. Além disso, houve investimentos em tecnologia para automação no atendimento e inteligência de dados, visando escalar a eficiência sem comprometer a margem. A estratégia atual reforça o foco no mercado interno brasileiro e na diversificação dos formatos de operação.