O julgamento de Marine Le Pen refere-se ao processo judicial em curso na França que investiga o suposto desvio de mais de 4,4 milhões de euros do Parlamento Europeu para financiar seu partido, o Reunião Nacional, durante seu mandato como eurodeputada. Condenada em primeira instância a quatro anos de prisão e inelegibilidade por cinco anos, Le Pen nega as acusações, alegando motivação política. O julgamento de apelação, iniciado em janeiro de 2026, é crucial, pois pode confirmar sua inelegibilidade, impedindo sua candidatura à presidência francesa em 2027, onde ela é apontada como favorita.
O julgamento de Marine Le Pen refere-se ao processo judicial em curso na França que investiga o suposto desvio de verbas do Parlamento Europeu para financiar seu partido, o Reunião Nacional (anteriormente Frente Nacional), durante o período em que Le Pen atuou como eurodeputada. O caso, que se desenrola em um tribunal de apelações em Paris, é considerado determinante para o futuro político de Le Pen, especialmente em relação à sua elegibilidade para as eleições presidenciais francesas de 2027, onde ela é apontada como favorita nas pesquisas.
As acusações contra Marine Le Pen e seu partido, o Reunião Nacional (RN), datam do período entre 2004 e 2016, quando ela era eurodeputada. A investigação aponta para um esquema de uso indevido de mais de 4,4 milhões de euros do Parlamento Europeu. Esses fundos teriam sido utilizados para pagar funcionários do partido, incluindo o guarda-costas de Le Pen, sob o pretexto de serem assistentes parlamentares. Em março de 2025, o Tribunal Criminal de Paris condenou Le Pen em primeira instância por uso indevido de recursos, impondo uma pena de quatro anos de prisão (dois com tornozeleira eletrônica e dois com suspensão da pena) e, crucialmente, a proibição de concorrer a eleições por um período de cinco anos. Le Pen nega as acusações, classificando o veredito como politicamente motivado. O partido também foi condenado a pagar uma multa de pelo menos 1 milhão de euros. O julgamento em segunda instância, iniciado em janeiro de 2026, é crucial, pois pode confirmar a inelegibilidade de Le Pen, impedindo sua quarta candidatura à presidência, ou manter a culpabilidade sem aplicar a inelegibilidade preventiva, permitindo-lhe disputar o pleito de 2027.