As acusações contra Marine Le Pen e seu partido, o Reunião Nacional (RN), datam do período entre 2004 e 2016, quando ela era eurodeputada. A investigação aponta para um esquema de uso indevido de mais de 4,4 milhões de euros do Parlamento Europeu. Esses fundos teriam sido utilizados para pagar funcionários do partido, incluindo o guarda-costas de Le Pen, sob o pretexto de serem assistentes parlamentares. Em março de 2025, o Tribunal Criminal de Paris condenou Le Pen em primeira instância por uso indevido de recursos, impondo uma pena de quatro anos de prisão (dois com tornozeleira eletrônica e dois com suspensão da pena) e, crucialmente, a proibição de concorrer a eleições por um período de cinco anos. Le Pen nega as acusações, classificando o veredito como politicamente motivado. O partido também foi condenado a pagar uma multa de pelo menos 1 milhão de euros. O julgamento em segunda instância, iniciado em janeiro de 2026, é crucial, pois pode confirmar a inelegibilidade de Le Pen, impedindo sua quarta candidatura à presidência, ou manter a culpabilidade sem aplicar a inelegibilidade preventiva, permitindo-lhe disputar o pleito de 2027.