He Jiankui é um biofísico chinês que ganhou notoriedade global em 2018 por criar os primeiros bebês geneticamente editados, utilizando CRISPR-Cas9 para conferir resistência ao HIV. Seu trabalho gerou condenação internacional por questões éticas, resultando em sua prisão por enganar autoridades médicas. Após cumprir a pena, He Jiankui retomou suas pesquisas, focando na edição genética para combater doenças como Alzheimer e distrofia muscular em camundongos, e expressa otimismo de que a China, em sua busca por liderança em biotecnologia, eventualmente reconhecerá suas contribuições como pioneiras.
He Jiankui é um biofísico chinês conhecido por criar os primeiros bebês geneticamente editados do mundo em 2018, utilizando a técnica CRISPR-Cas9 para torná-los resistentes ao HIV. Seu trabalho gerou indignação global e o apelido de "Dr. Frankenstein" da China, resultando em sua condenação a três anos de prisão por enganar autoridades médicas. Após cumprir a pena, He Jiankui retomou suas pesquisas, concentrando-se na edição genética para combater doenças como Alzheimer e distrofia muscular de Duchenne, embora atualmente apenas em camundongos. Apesar da controvérsia, ele acredita que a China, em sua busca por liderança em biotecnologia, eventualmente o reconhecerá como um pioneiro.
Em 2018, He Jiankui, então pesquisador na China, anunciou ter editado geneticamente embriões humanos para criar as primeiras gêmeas (Lulu e Nana) e, posteriormente, um terceiro bebê (Amy) resistentes ao HIV. Este experimento, que envolveu a alteração do DNA em células reprodutivas e o implante em mulheres, causou uma condenação generalizada na comunidade científica internacional devido às preocupações éticas e à falta de conhecimento sobre os efeitos a longo prazo da alteração genética em humanos. O caso levantou debates sobre os limites da ciência e o risco de eugenia ou de "bebês sob medida".
He Jiankui foi condenado na China a três anos de prisão em 2019 por enganar autoridades médicas. Após sua libertação, ele não foi silenciado e continua a defender seu trabalho, afirmando que estava apenas à frente de seu tempo e que seu objetivo era prevenir doenças, não aprimorar características como o QI. Ele expressa a crença de que a China, com suas ambições de liderança global em biotecnologia, acabará por aceitar e valorizar suas contribuições. He Jiankui afirma ter retomado suas pesquisas em um laboratório em Pequim, focando em doenças como Alzheimer e distrofia muscular de Duchenne, mas atualmente apenas com camundongos.