Após prisão, ‘Dr. Frankenstein’ da China acha que o tempo está a seu favor agora
Após cumprir pena por criar os primeiros bebês geneticamente editados, o cientista chinês He Jiankui, conhecido como "Dr. Frankenstein", acredita que o tempo está a seu favor e que a China, em sua busca por liderança em biotecnologia, o vê como um ativo em potencial, apesar das controvérsias éticas.
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15/02 às 12:20
Pontos principais
- He Jiankui, o "Dr. Frankenstein" chinês, foi condenado a três anos de prisão por criar os primeiros bebês geneticamente editados do mundo.
- Após a prisão, He não foi silenciado e continua a defender seu trabalho, acreditando que a China o aceitará novamente devido às suas ambições em biotecnologia.
- Ele afirma ter recebido uma oferta de cargo de uma academia médica financiada pelo governo em Shenzhen e retomou pesquisas em edição genética em camundongos para doenças como Alzheimer e distrofia muscular.
- He não demonstra arrependimento, alegando que estava à frente de seu tempo e que a opinião pública chinesa está se tornando mais favorável à edição genética para prevenir doenças.
- As novas regulamentações chinesas sobre pesquisa em "novas tecnologias biomédicas" são consideradas ambíguas por He, mas ele as vê como um sinal de abertura no campo.
- Cientistas chineses que criticaram He em 2019 agora permanecem em silêncio, sugerindo uma possível mudança de postura em relação ao seu trabalho.
- He prevê que a edição genética chinesa dominará o mundo, superando os Estados Unidos, que ele considera excessivamente amarrados por comitês de ética e reguladores.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
He JiankuiBenjamin Hurlbut (professor associado do departamento de ciências da vida da Universidade do Arizona)Cathy Tie (empreendedora de biotecnologia sino-canadense)Xi Jinping (líder da China)
Organizações
Universidade do ArizonaManhattan GenomicsAcademia Chinesa de CiênciasConselho de EstadoThe New York Times CompanyUniversidade Sun Yat-senPartido Comunista ChinêsPeople's Daily
Lugares
PequimChinaShenzhenHong KongVale do SilícioGuangzhouEstados Unidos
