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Irã usou satélite espião chinês em ataques a bases dos EUA

O Irã teria utilizado um satélite espião chinês, adquirido em 2024, para auxiliar em ataques contra bases militares dos EUA no Oriente Médio, conforme revelado pelo Financial Times.

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Foto: InfoMoney
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15/04 às 07:00 · atualizado 13:04

Pontos principais

  • O Irã supostamente usou o satélite TEE-01B, de fabricação chinesa, para atacar bases militares dos EUA.
  • O equipamento foi comprado secretamente em 2024 pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana por cerca de US$ 36,6 milhões.
  • Comandantes iranianos teriam direcionado o satélite para monitorar instalações militares dos EUA antes e depois dos ataques.
  • Documentos militares iranianos vazados, citados pelo Financial Times, indicam o uso do satélite para mapear bases e coletar imagens.
  • Aeronaves dos EUA na Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, foram atingidas em março, confirmou o presidente Donald Trump.
  • O satélite TEE-01B oferece capacidade de imagem de alta resolução (meio metro), representando um avanço tecnológico para o Irã.
  • A infraestrutura terrestre de controle foi fornecida pela Emposat, empresa de Pequim com supostos laços com o Exército de Libertação Popular chinês.
  • A China negou as acusações, classificando-as como desinformação especulativa e "pura fabricação", e ameaçou retaliação caso os EUA imponham tarifas.

O Irã teria empregado um satélite espião chinês, o TEE-01B, para auxiliar em ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. A informação foi divulgada pelo jornal britânico Financial Times, citando documentos militares iranianos vazados, indicando que o equipamento foi adquirido secretamente em 2024 pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana por cerca de US$ 36,6 milhões. O satélite, construído e lançado pela empresa chinesa Earth Eye Co., teria fornecido imagens cruciais para os ataques retaliatórios iranianos, que ocorrem desde fevereiro. A infraestrutura terrestre de controle foi fornecida pela Emposat, uma empresa de Pequim com supostos laços com o Exército de Libertação Popular chinês.

Comandantes iranianos teriam utilizado o satélite, que possui capacidade de imagem de alta resolução (meio metro), para monitorar instalações militares dos EUA, capturando imagens e coordenadas antes e depois das ofensivas. O satélite teria captado imagens de bases como a Príncipe Sultan na Arábia Saudita e instalações na Jordânia, Bahrein e Iraque. O presidente Donald Trump confirmou que aeronaves dos EUA na Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, foram atingidas em março. A China, aliada do Irã, negou as acusações, classificando-as como desinformação especulativa e "pura fabricação", e ameaçou retaliação caso os EUA imponham tarifas.

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