Startups: J-curve ainda incomoda as famílias, dizem family offices no South Summit
Family offices enfrentam desafios para convencer famílias a investir em venture capital devido às altas taxas de juros no Brasil e à curva J, apesar do potencial de longo prazo e da futura transmissão de patrimônio para novas gerações.
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26/03 às 12:28
Pontos principais
- Fundos de venture capital buscam diferenciar o capital de risco da renda fixa, mas altas taxas de juros (Selic a 14,75%) dificultam a atração de investidores.
- A maioria dos investidores em venture capital brasileiro são family offices, que gerenciam patrimônio de famílias com negócios tradicionais.
- O painel "The Capital Allocators: How Multi Family Offices Decide" no South Summit discutiu os fatores que levam famílias a investir em risco.
- Há uma tensão entre gestores de family offices e clientes, que preferem renda fixa com juros altos, mas buscam mais risco com juros baixos.
- A "curva J" e a atratividade do CDI incomodam investidores, mesmo os mais sofisticados, no cenário atual.
- A expectativa é que a queda das taxas de juros melhore o cenário para ativos de risco, mas o mercado projeta Selic a 10% apenas em 2028.
- A chegada de novas gerações ao controle do patrimônio familiar, mais abertas a novas tecnologias e investimentos de risco, é vista como uma nova janela de oportunidade para o venture capital.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Sung Lim (CIO da Grão VC)Fernando Donnay (portfolio manager na G5 Partners)Andrew Hancock (CEO e founder da INC Capital Family Office)
Organizações
Grão VCG5 PartnersINC Capital Family OfficeBanco Central
Lugares
Porto Alegre
