O aumento das recuperações judiciais no Brasil, impulsionado pela taxa Selic e incertezas econômicas, exige que credores adotem estratégias preventivas e usem tecnologia para proteger seus créditos.
O cenário econômico atual, marcado pela alta taxa Selic e incertezas, tem levado a um aumento significativo nas recuperações judiciais no Brasil. Diante dessa realidade, especialistas alertam para a necessidade de credores adotarem medidas preventivas e utilizarem ferramentas tecnológicas para assegurar o recebimento de seus créditos. A inclusão de um 'coobrigado' nos contratos é apontada como uma estratégia fundamental, pois garante que, na eventualidade de inadimplência do devedor principal, haja outra parte responsável pelo pagamento. Sem essa garantia, o credor é classificado como 'quirografário', ficando no fim da fila de prioridades em um processo de recuperação.
Além das garantias contratuais, a tecnologia desempenha um papel crucial na proteção e recuperação de ativos. Ferramentas de mineração de dados e inteligência artificial podem ser empregadas para mapear bens e identificar devedores, enquanto soluções como o Cryptojud auxiliam na busca por criptomoedas e outros ativos ocultos. Em situações de fraude, o Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) permite estender a responsabilidade a todas as empresas de um grupo econômico, ampliando as chances de recuperação dos valores devidos.
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