O mercado de debêntures incentivadas alcançou R$ 170-180 bilhões em emissões, tornando-se a principal fonte de financiamento de infraestrutura no Brasil, apesar dos desafios de demanda excessiva.
O mercado de debêntures incentivadas no Brasil alcançou um volume impressionante de R$ 170 a R$ 180 bilhões em emissões, consolidando-se como a principal fonte de financiamento de infraestrutura de longo prazo no país. Segundo Ulisses Nehmi, CEO da Sparta Investimentos, o instrumento, que enfrentou ceticismo inicial, provou sua eficácia, impulsionado principalmente pela isenção de imposto de renda para investidores pessoa física. Essa modalidade de investimento preencheu uma lacuna crucial deixada pela diminuição dos desembolsos de bancos públicos no financiamento de infraestrutura a partir de 2015.
Contudo, o sucesso traz consigo desafios. Nehmi alerta para o risco de uma demanda excessiva, que pode levar os investidores a negligenciar a análise de risco e permitir que empresas com fundamentos mais fracos emitam debêntures. Apesar de algumas distorções de mercado, como spreads negativos em relação aos títulos soberanos, o benefício fiscal continua a tornar as debêntures incentivadas uma opção atraente. A Sparta Investimentos adota uma abordagem cautelosa, focando em renda fixa com assimetria favorável, especialmente em um cenário de queda da Selic, e enfatiza a transparência com os investidores sobre a volatilidade das cotas.