“Era um sucesso improvável e se validou”, diz gestor, sobre debêntures incentivadas
O mercado de debêntures incentivadas atingiu entre R$ 170 e 180 bilhões em emissões, consolidando-se como principal fonte de financiamento de infraestrutura no Brasil, apesar do ceticismo inicial e dos desafios de demanda excessiva.
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03/03 às 05:00
Pontos principais
- O mercado de debêntures incentivadas alcançou R$ 170-180 bilhões em emissões, tornando-se a principal fonte de financiamento de infraestrutura de longo prazo no Brasil.
- Ulisses Nehmi, CEO da Sparta Investimentos, destaca que o instrumento, inicialmente improvável, validou-se, impulsionado pela isenção de imposto de renda para pessoa física.
- Nehmi alerta para o risco de demanda excessiva, que pode levar à diminuição do critério do investidor e permitir emissões por empresas com fundamentos fracos.
- As debêntures incentivadas preencheram a lacuna deixada pela redução dos desembolsos de bancos públicos no financiamento de infraestrutura após 2015.
- Apesar de aparentes distorções, como spreads negativos em relação ao soberano, o benefício fiscal torna as debêntures incentivadas atrativas para investidores.
- A Sparta Investimentos adota uma abordagem cautelosa, focando em renda fixa com assimetria favorável, especialmente no início de um ciclo de queda da Selic.
- Nehmi enfatiza a importância da transparência com o investidor sobre a volatilidade das cotas e a necessidade de preparo para futuras oportunidades de mercado.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ulisses Nehmi (CEO da Sparta Investimentos)Lucas Collazo (apresentador do Stock Pickers)
Organizações
Sparta InvestimentosB3XP Asset
Lugares
Brasil
