Kleber Cabral, presidente da Unafisco, depôs à PF como investigado no Inquérito das Fake News, por determinação de Alexandre de Moraes, após criticar publicamente operação contra auditores da Receita e medidas do STF.
Kleber Cabral, presidente da Unafisco, prestou depoimento à Polícia Federal na condição de investigado no Inquérito das Fake News. A oitiva, realizada por videoconferência sob determinação do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), teve seu teor mantido em segredo de Justiça e durou cerca de uma hora. A investigação contra Cabral teve início após ele criticar publicamente uma operação anterior da PF, que visava servidores da Receita Federal, e a condução do inquérito sobre vazamento de dados de ministros do STF. A notificação para o depoimento ocorreu no âmbito de uma investigação sobre acessos ilegais a dados de ministros do STF e seus parentes, e o procedimento foi sigiloso, ocorrendo após entrevistas de Cabral criticando a operação da PF.
Cabral havia declarado que é menos arriscado fiscalizar o PCC do que altas autoridades da República, e considerou as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes como "desproporcionais" e "intimidatórias". Ele também defendeu o auditor Ricardo Mansano de Moraes, investigado por acesso a dados fiscais, alegando que o caso seria um "falso positivo" e que não houve vazamento de informações sigilosas de contas bancárias, mas sim um acesso limitado a uma tela inicial de vínculo de parente de 2008. As críticas de Cabral à operação da PF, que cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro cidades, resultando no afastamento de auditores e apreensão de celulares, foram interpretadas como uma tentativa de humilhar e amedrontar a categoria.
Os quatro servidores investigados na operação prévia foram alvo de buscas e apreensões, afastamento de cargos, uso de tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e restrição de saída noturna. Um auditor da Receita Federal confirmou ter acessado dados de um parente do ministro Gilmar Mendes, mas negou que fossem informações sigilosas bancárias, afirmando que o acesso foi limitado a uma tela inicial de vínculo de parente de 2008. A Receita Federal informou que as operações da PF se basearam em informações fornecidas pelo próprio órgão.
O STF e a Receita Federal, por sua vez, confirmaram a existência de acessos ilícitos e vazamento de informações sigilosas, com auditorias em andamento para identificar irregularidades. O STF declarou que a operação foi autorizada após múltiplos acessos ilícitos e vazamento de informações sigilosas do sistema da Receita Federal. Servidores investigados estão sujeitos a medidas cautelares como monitoramento eletrônico e afastamento de função pública.
Agência Brasil - EBC • 20 fev, 18:57
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