A revista The Economist adverte que nações desenvolvidas podem enfrentar um cenário de 'Brasilização', caracterizado por juros altos e dívida pública insustentável, usando o Brasil como estudo de caso.
A revista The Economist emitiu um alerta contundente para os países ricos, sugerindo que eles deveriam temer a 'Brasilização' da economia global. Este cenário é marcado por juros elevados e uma dívida pública que se torna cada vez mais difícil de gerenciar, utilizando o Brasil como um exemplo proeminente dos desafios fiscais e institucionais. A publicação aponta o paradoxo brasileiro de um crescimento econômico acompanhado por um endividamento explosivo, onde a taxa Selic a 15% exige que o governo destine 8% do PIB anualmente apenas para o pagamento de juros, com a dívida pública bruta podendo alcançar 99% do PIB até 2030, conforme o FMI.
Os problemas fiscais do Brasil são atribuídos a uma combinação de instituições frágeis, uma inflação de 'pavio curto' e a rigidez dos gastos públicos, especialmente com aposentadorias. A The Economist critica ainda o sistema tributário brasileiro e a falta de reformas, que minam a confiança do mercado e impedem o crescimento. O alerta se estende aos Estados Unidos, que já apresentam sintomas iniciais de 'brasilização', com suas instituições sob pressão e uma inflação que se mostra difícil de controlar, indicando que os desafios enfrentados pelo Brasil podem ser um prenúncio para outras economias globais.