A The Economist, fundada em 1843, consolidou-se como uma das mais influentes publicações do mundo. Sua abordagem editorial é caracterizada por uma defesa do livre mercado, globalização e liberalismo. Em fevereiro de 2026, a revista publicou artigos que analisavam a situação econômica do Brasil. Em um deles, alertou que países ricos deveriam temer a "Brasilização", um termo cunhado pela publicação para descrever uma economia com juros altos que tornam a dívida pública insustentável, mesmo com indicadores aparentemente positivos como crescimento econômico e banco central independente. A revista apontou que a dívida líquida do Brasil, em 66% do PIB, era alta para mercados emergentes, mas baixa para padrões do mundo rico, projetando que a dívida pública bruta atingiria 99% do PIB em 2030, comparado a 62% em 2010. A publicação atribuiu a situação brasileira a uma combinação de fatores institucionais e históricos, incluindo a fragilidade das instituições, o trauma da hiperinflação dos anos 1980 e 1990, e a rigidez dos gastos públicos, especialmente com aposentadorias protegidas constitucionalmente. A The Economist também criticou o sistema tributário brasileiro, classificando-o como uma "bagunça" que mina a confiança do mercado e custa ao país até um ponto percentual de crescimento anual. A revista reconheceu avanços como o teto para isenções e o IVA dual, mas enfatizou a necessidade de reformas estruturais para evitar a estagnação econômica.