Policiais em Rosário, Argentina, realizam protestos pelo terceiro dia consecutivo, exigindo melhores salários e atenção à saúde mental, em meio a tensões com o governo provincial.
Policiais na cidade argentina de Rosário estão em protesto pelo terceiro dia consecutivo, exigindo melhores salários e maior atenção à saúde mental. A manifestação, que inclui a queima de pneus e o uso de sirenes, ganhou força após a morte do suboficial Oscar Valdez, um dos vários casos de suicídio registrados na força policial de Santa Fé. Os agentes, com salários que giram em torno de R$ 3,1 mil, afirmam que dependem de horas extras para complementar a renda e denunciam a sobrecarga de trabalho e a carência de recursos, fatores que contribuem para o desgaste psicológico da categoria.
Inicialmente, o governo provincial suspendeu 20 agentes, mas o Ministro da Segurança de Santa Fé, Pablo Cococcioni, anunciou a reintegração e prometeu uma atualização salarial, além de programas de saúde mental. No entanto, os policiais mantiveram o protesto, alegando que nenhum acordo salarial concreto foi alcançado. A situação é agravada pelo fato de Rosário, a terceira maior cidade da Argentina, ser uma das mais afetadas pela violência ligada ao tráfico de drogas, o que impõe uma pressão adicional e constante sobre a atuação da polícia local.