CVM estuda internalização de ordens e prioriza liquidez do mercado
A CVM publicou um estudo sobre a internalização de ordens, recomendando mantê-la restrita a ambientes de bolsa, como o RLP, para proteger a formação de preços e a liquidez, enquanto busca reduzir custos para o investidor de varejo.
Pontos principais
- CVM recomenda que a internalização de ordens permaneça limitada a procedimentos de negociação em ambiente de bolsa, como o RLP.
- O estudo desaconselha a internalização em ambientes de balcão organizado por riscos operacionais e custos de observância.
- A CVM propõe o fim dos limites para ativos elegíveis e volumes financeiros de varejo permitidos para internalização.
- Sugere a criação de novos relatórios padronizados de disclosure sobre melhor execução e conflitos de interesse.
- A análise busca equilibrar a redução de custos para o investidor de varejo com a proteção da formação de preços e liquidez.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou um estudo detalhado sobre a internalização de ordens, propondo diretrizes para o mercado. A principal recomendação é que essa prática continue restrita a ambientes de bolsa, como o Retail Liquidity Provider (RLP), com o objetivo de salvaguardar a formação de preços e a liquidez dos livros de ordens. A autarquia alerta que a internalização irrestrita poderia prejudicar ambientes de livre acesso e elevar os custos para os investidores.
Para o investidor de varejo, a CVM sugere flexibilizações importantes, como o fim dos limites para ativos elegíveis e volumes financeiros permitidos para internalização, visando a redução de custos. Além disso, o estudo propõe a implementação de novos relatórios padronizados de disclosure, inspirados em regras norte-americanas, para garantir maior transparência sobre a melhor execução e potenciais conflitos de interesse. A CVM planeja uma Avaliação de Resultado Regulatório (ARR) em até cinco anos para verificar a efetividade das medidas.
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