Brasil tem 1,6 milhão de crianças em trabalho infantil, mas fiscalização alcança menos de 1%
O Brasil registrou 1,6 milhão de casos de trabalho infantil em 2024, com a fiscalização atingindo menos de 1% do total, evidenciando um grande descompasso na proteção.
Pontos principais
- Em 2024, 1,6 milhão de crianças e adolescentes (5 a 17 anos) estavam em situação de trabalho infantil no Brasil, segundo o IBGE.
- Apenas 0,2% dos casos estimados foram alcançados pela fiscalização do Ministério do Trabalho em 2024, com 2.745 afastamentos.
- As denúncias de trabalho infantil aumentaram, com 4,2 mil no Disque 100 em 2024 e mais de 5,1 mil em 2025, além de 7,9 mil no MPT em 2025.
- A baixa taxa de fiscalização é atribuída a fatores como déficit de auditores, fragilidade da assistência social e naturalização do trabalho infantil.
- Em 2025, houve um aumento nos afastamentos, com 4.318 crianças e adolescentes retirados do trabalho infantil, principalmente em Minas Gerais e São Paulo.
O Brasil enfrenta um cenário alarmante de trabalho infantil, com 1,6 milhão de crianças e adolescentes (entre 5 e 17 anos) nessa situação em 2024, conforme dados do IBGE. No entanto, a fiscalização do Ministério do Trabalho alcançou apenas 0,2% desses casos estimados no mesmo ano, resultando em 2.745 afastamentos. Este descompasso entre a dimensão do problema e a capacidade de atuação dos órgãos de proteção é agravado pelo aumento das denúncias, que somaram 4,2 mil no Disque 100 em 2024 e mais de 5,1 mil em 2025, além de 7,9 mil no MPT em 2025.
A baixa efetividade da fiscalização é atribuída a fatores estruturais, como o déficit de auditores, a fragilidade da assistência social e a naturalização do trabalho infantil. Apesar disso, as piores formas de trabalho infantil, que afetam cerca de 560 mil crianças, são o foco prioritário e apresentaram queda de 5,1% em 2024. Em 2025, houve um aumento nos afastamentos, com 4.318 crianças e adolescentes retirados do trabalho infantil, principalmente em Minas Gerais e São Paulo, mas o combate eficaz exige políticas estruturais, financiamento público permanente e fortalecimento da rede de proteção.
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