Israel flexibiliza compra de terras na Cisjordânia e amplia fiscalização sobre palestinos
Israel aprovou medidas que facilitam a aquisição de terras na Cisjordânia por colonos e intensificam a supervisão sobre palestinos, gerando condenação internacional.
Pontos principais
- O gabinete de segurança de Israel aprovou medidas para flexibilizar a compra de terras na Cisjordânia por colonos e aumentar a fiscalização sobre os palestinos.
- As novas regulamentações revogam impedimentos para cidadãos judeus comprarem terras na Cisjordânia e expandem a supervisão israelense em áreas da Autoridade Palestina, incluindo locais religiosos.
- O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou as medidas como perigosas, ilegais e equivalentes a uma anexação de facto, pedindo intervenção internacional.
- Ministros das Relações Exteriores de oito países árabes e asiáticos condenaram as decisões, chamando-as de ilegais e uma violação do direito internacional.
- As medidas foram anunciadas antes de uma reunião entre o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente dos EUA Donald Trump, em um momento de eleições para Netanyahu.
Israel aprovou recentemente um conjunto de medidas que visam facilitar a compra de terras na Cisjordânia por colonos e intensificar a fiscalização sobre a população palestina. As novas regulamentações incluem a revogação de normas que impediam cidadãos judeus de adquirir terras na região e a expansão da supervisão israelense em áreas controladas pela Autoridade Palestina, abrangendo também locais religiosos. Essas ações foram imediatamente classificadas pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, como perigosas e ilegais, equivalendo a uma anexação de facto e motivando um apelo à intervenção do Conselho de Segurança da ONU e do presidente dos EUA, Donald Trump.
A decisão israelense gerou forte condenação internacional, com ministros das Relações Exteriores de oito países árabes e asiáticos classificando as medidas como ilegais e uma violação do direito internacional. As medidas chegam em um momento político sensível para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que enfrenta eleições e cuja coalizão inclui membros pró-colonos que defendem a anexação da Cisjordânia. A flexibilização da compra de terras e o aumento da fiscalização aprofundam as tensões na região e levantam preocupações sobre o futuro do processo de paz, especialmente considerando que o mais alto tribunal da ONU já considerou a ocupação e os assentamentos israelenses ilegais, visão contestada por Israel.
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