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Exportações brasileiras aos EUA caem 25,5% em janeiro; vendas à China disparam

As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram queda pelo sexto mês consecutivo em janeiro, enquanto as vendas para a China apresentaram forte crescimento, alterando a balança comercial bilateral.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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05/02 às 21:47

Pontos principais

  • As exportações brasileiras para os EUA caíram 25,5% em janeiro, somando US$ 2,4 bilhões, marcando o sexto mês seguido de retração.
  • A queda nas exportações para os EUA é atribuída às sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump, afetando 22% das exportações brasileiras.
  • Em contraste, as exportações para a China cresceram 17,4% no mesmo período, atingindo US$ 6,47 bilhões, garantindo um superávit de US$ 720 milhões para o Brasil.
  • As importações de produtos norte-americanos também diminuíram 10,9%, resultando em um déficit de US$ 670 milhões para o Brasil na balança comercial com os EUA.
  • O Brasil registrou superávits comerciais com a União Europeia (US$ 310 milhões) e com a Argentina (US$ 150 milhões), apesar da retração no comércio com ambos.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram uma queda significativa de 25,5% em janeiro, totalizando US$ 2,4 bilhões, consolidando o sexto mês consecutivo de retração. Essa diminuição é amplamente atribuída às sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump, que ainda afetam 22% das exportações brasileiras para o país. Consequentemente, o Brasil registrou um déficit de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral com os EUA, uma vez que as importações de produtos norte-americanos também diminuíram 10,9%.

Em contrapartida, a China emergiu como um pilar de crescimento para o comércio exterior brasileiro, com as exportações para o país asiático crescendo 17,4% em janeiro, alcançando US$ 6,47 bilhões. A queda de 4,9% nas importações chinesas garantiu um superávit de US$ 720 milhões para o Brasil. Este cenário destaca uma mudança na dinâmica comercial brasileira, com a Ásia ganhando proeminência em detrimento da relação com os EUA, enquanto o Brasil mantém superávits com a União Europeia e a Argentina, apesar das flutuações no volume de comércio.

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