Mais da metade dos negócios em favelas brasileiras foi aberta após fevereiro de 2020, motivada pela necessidade econômica e busca por independência, segundo pesquisa do Data Favela.
Uma pesquisa recente do Data Favela, encomendada pela VR, revela que mais da metade dos negócios em favelas brasileiras, precisamente 56%, foi estabelecida após fevereiro de 2020, marcando o início da pandemia de covid-19 no país. O estudo, que entrevistou mil empreendedores em favelas entre outubro e novembro de 2025, aponta que a necessidade econômica (29%) e o desejo de independência (45%) foram os principais catalisadores para esse boom empreendedor. A falta de emprego também foi um fator significativo, motivando 26% dos novos negócios.
Os empreendedores, dos quais 51% faturam até R$ 3.040 por mês, frequentemente utilizam economias pessoais ou familiares (57%) como capital inicial. As áreas de alimentação e bebidas (45%), moda (12%) e beleza (13%) dominam o cenário. Apesar do dinamismo, os desafios são notáveis, com a falta de capital (51%) e a dificuldade de acesso ao crédito (25%) sendo os obstáculos mais citados. Este cenário destaca a resiliência e o potencial econômico das favelas, que movimentam R$ 300 bilhões anualmente, conforme o Censo 2022 do IBGE indica que 8% da população brasileira reside nessas comunidades.