A denúncia contra Sidney de Oliveira e outros seis investigados, incluindo ex-auditores da Receita Estadual, foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. O esquema, que teria ocorrido entre 2021 e 2025, envolvia o pagamento de propinas para acelerar e inflar o ressarcimento de créditos de ICMS-ST à Ultrafarma. Normalmente, o processo de restituição de créditos fiscais é complexo e demorado, podendo levar anos. No entanto, com o pagamento de subornos, a Ultrafarma conseguia o deferimento rápido e o aumento dos valores a serem ressarcidos. A vantagem não se limitava à celeridade, mas também à possibilidade de vender esses créditos obtidos ilicitamente para outras empresas, transformando-os em um ativo financeiro. Sidney de Oliveira chegou a ser preso durante a deflagração da Operação Ícaro em agosto do ano anterior à denúncia.