Brasil e Rússia buscam ampliar parcerias comerciais, diversificar o comércio bilateral e defender o uso pacífico da energia nuclear, criticando medidas coercitivas unilaterais.
Em um fórum empresarial, Brasil e Rússia defenderam a ampliação de suas parcerias comerciais e o uso pacífico da energia nuclear, além de criticarem medidas coercitivas unilaterais. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin lideraram o evento, buscando fortalecer a cooperação em diversas áreas além do agronegócio. Apesar do comércio bilateral ter atingido US$ 11 bilhões em 2025, ambos os lados reconhecem que a relação é marcada por baixa diversificação, com foco em produtos primários, e que ainda está aquém do seu potencial.
Alckmin ressaltou que parcerias sólidas dependem de interesses estruturais, e não apenas da conjuntura mundial, destacando oportunidades para empresas brasileiras na Rússia em alimentos processados e tecnologia agrícola, e para investimentos russos no Brasil em química, fertilizantes, energia e infraestrutura. Os países expressaram interesse em diversificar o comércio para produtos de maior valor agregado e em projetos de longo prazo, com Mishustin mencionando a transferência de tecnologias farmacêuticas e a cooperação em cibersegurança e inteligência artificial.