Assentamento na Paraíba encerra o mais longo conflito agrário do Brasil após 60 anos
O governo federal criou o Assentamento Agroextrativista Elizabeth Teixeira na Paraíba, pondo fim a um conflito de terra de mais de 60 anos e beneficiando 21 famílias.
Pontos principais
- O Assentamento Agroextrativista Elizabeth Teixeira foi criado na Fazenda Antas, em Sobrado e Sapé (PB).
- A medida encerra o conflito agrário mais longo do país, que se estendeu por mais de seis décadas.
- A portaria foi assinada pelo ministro Paulo Teixeira, beneficiando 21 famílias com acesso a políticas públicas.
- A área desapropriada é de 133,4889 hectares, com investimento governamental de R$ 8,29 milhões.
- A região é histórica para as Ligas Camponesas e a luta de Elizabeth Teixeira, viúva de João Pedro Teixeira.
O governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, criou o Assentamento Agroextrativista Elizabeth Teixeira na Paraíba, encerrando o mais longo conflito agrário do Brasil, que perdurou por mais de 60 anos. A portaria, assinada pelo ministro Paulo Teixeira, beneficia 21 famílias com acesso a políticas públicas e crédito rural, em uma área de 133,4889 hectares desapropriada na Fazenda Antas, nos municípios de Sobrado e Sapé. O investimento governamental totaliza R$ 8,29 milhões.
A região possui grande relevância histórica, sendo palco de atuação das Ligas Camponesas e da luta de João Pedro Teixeira, assassinado em 1962. Sua viúva, Elizabeth Teixeira, continuou o movimento, enfrentou perseguição durante a ditadura militar e viveu na clandestinidade por 17 anos. O processo de desapropriação enfrentou batalhas judiciais desde os anos 2000, com decisões alternadas, até a aprovação final pelo Incra, consolidando um marco na história da reforma agrária no país.
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