A tensão entre EUA e Irã se intensifica com a avaliação de um possível ataque americano e alertas de retaliação iraniana e do Hezbollah, impactando os mercados globais.
As tensões entre Estados Unidos e Irã atingem um novo patamar, com o presidente Donald Trump avaliando seriamente um ataque ao Irã. A medida surge após o impasse nas negociações sobre o programa nuclear e de mísseis iraniano, que os EUA consideram uma ameaça. Em resposta, o Irã, através de seu chanceler Abbas Araghchi, prometeu uma retaliação "imediata e poderosa" a qualquer agressão, com as Forças Armadas em estado de alerta máximo. Paralelamente, o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, alertou que um ataque poderia "desencadear uma erupção vulcânica na região", com um conselheiro iraniano chegando a mencionar Tel Aviv como possível alvo de retaliação.
A escalada militar já provoca impactos econômicos globais, com os preços do petróleo e do ouro registrando alta significativa devido aos temores de interrupção no fornecimento. Os EUA reforçaram sua presença militar na região, enviando um grupo de ataque de porta-aviões e sistemas de defesa aérea, além de iniciar exercícios aéreos. Este cenário de alta tensão ocorre em meio à instabilidade interna no Irã, com relatos de repressão a protestos, adicionando complexidade à já volátil situação geopolítica.