O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não houve comunicação entre sua pasta e o Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto, em meio à investigação da liquidação do Banco Master.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a falta de diálogo entre sua pasta e o Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto, especialmente no que tange à situação do Banco Master. A declaração ocorre em meio a uma investigação interna sigilosa do BC para apurar possíveis falhas na fiscalização e liquidação da instituição financeira. A auditoria sugere que havia elementos para a liquidação ter sido realizada antes, levantando questões sobre as medidas tomadas sob a liderança de Campos Neto, que presidiu o BC desde 2019.
Haddad enfatizou que a comunicação com o Banco Central só foi estabelecida após a posse de Gabriel Galípolo, que prontamente identificou a gravidade da situação e envolveu o Ministério Público e a Polícia Federal. O ministro esclareceu que a questão do Banco Master não se tratava de má gestão, mas sim de suspeitas de crimes, como fraude em carteiras envolvendo o BRB, desmentindo narrativas anteriores sobre a sustentabilidade do banco.