Sete anos após a tragédia de Brumadinho, a justiça alemã marca audiências para ação civil contra a TÜV SÜD, enquanto no Brasil, o processo criminal só terá audiências em 2027, em meio a novos estudos sobre a expansão dos danos ambientais.
Sete anos após o rompimento da barragem de Brumadinho, que ceifou 272 vidas, a busca por justiça e responsabilização ganha um novo capítulo na Alemanha. O Tribunal Distrital de Munique agendou audiências para o final de maio em um processo movido por 1,4 mil vítimas contra a TÜV SÜD AG, buscando uma indenização de R$ 3,2 bilhões. A empresa alemã é acusada de responsabilidade pela atuação de sua subsidiária brasileira, que atestou a estabilidade da barragem antes do desastre, embora negue as acusações. A iniciativa na justiça europeia reflete a insatisfação com a morosidade do sistema judicial brasileiro, onde as audiências de instrução do processo criminal contra 15 réus, incluindo ex-funcionários da Vale e da TÜV SÜD, estão marcadas apenas para fevereiro de 2027.
Enquanto a justiça avança a passos lentos, um novo estudo do Nucab revela que as consequências ambientais da tragédia são ainda maiores do que o esperado. Os rejeitos da barragem atingiram uma área de pelo menos 2,4 mil hectares, expandindo-se significativamente devido a enchentes em 2020 e 2022, caracterizando um "Dano Contínuo Subsequente". Este fenômeno, onde eventos hidrológicos extremos transportam e expandem contaminantes, agrava o impacto ambiental na região do médio Paraopeba. A falta de responsabilização criminal efetiva no Brasil, comparada a outros desastres como Mariana e Maceió, continua sendo um ponto crítico para familiares das vítimas e ativistas, que alertam para o risco de novas tragédias diante da impunidade e da falha na fiscalização.
Agência Brasil - EBC • 26 jan, 20:10
Agência Brasil - EBC • 25 jan, 16:16
InfoMoney • 25 jan, 16:30
Agência Brasil - EBC • 25 jan, 08:00