O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho ocorreu sete anos após um desastre semelhante em Mariana, Minas Gerais, o que levou ativistas a descreverem a tragédia de Brumadinho como uma "tragédia anunciada". Investigações posteriores indicaram que a empresa tinha conhecimento de problemas na barragem e da necessidade de manutenção, mas não agiu adequadamente. A sirene de alerta, que deveria ter avisado a população sobre o iminente rompimento, não tocou, contribuindo para o elevado número de vítimas. A falta de responsabilização criminal sete anos após o ocorrido é um ponto de crítica por parte das famílias das vítimas e ativistas, que clamam por justiça e reparação. O caso de Brumadinho é frequentemente associado a outros desastres ambientais no Brasil, como o rompimento da barragem de Mariana (2015) e o afundamento do solo em Maceió (desde 2018), nos quais a falta de punição criminal dos responsáveis também é uma constante. Especialistas, como a jornalista Cristina Serra, criticam a irresponsabilidade das mineradoras, que priorizam o lucro em detrimento da segurança, e a falha dos órgãos públicos de fiscalização, que muitas vezes não exercem seu papel de forma eficaz, aceitando documentos sem verificação in loco.
Um estudo realizado pelo Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens (Nucab) revelou que as consequências ambientais do rompimento da barragem Córrego do Feijão são mais extensas do que se imaginava. Os rejeitos da barragem alcançaram uma área de ao menos 2,4 mil hectares, impulsionados por enchentes que atingiram municípios da região em 2020 e 2022. A pesquisa quantificou o fenômeno denominado "Dano Contínuo Subsequente", demonstrando que eventos hidrológicos extremos transportam contaminantes e expandem ativamente as consequências do desastre original. A enchente de 2022, por exemplo, resultou em um aumento de 119,1% nos impactos medidos por índices minerais na região do médio Paraopeba. A Vale, por sua vez, informou que análises realizadas após as enchentes de 2022 por empresas especializadas em cerca de 100 amostras coletadas na bacia do rio Paraopeba concluíram que os sedimentos não apresentavam semelhança com os rejeitos da barragem.