O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades e falhas em licitações para a COP30, com indícios de sobrepreços de até 1.000% na contratação de serviços para as zonas Verde e Azul do evento.
O Tribunal de Contas da União (TCU) revelou falhas e irregularidades em licitações destinadas à organização das zonas Verde e Azul da COP30, evento que ocorrerá em novembro de 2025 no Pará. A análise do TCU apontou indícios de sobrepreços de até 1.000% em itens como mobiliário, sugerindo um padrão de descontos agressivos em uma ponta da licitação, compensados por preços elevados na venda de bens e serviços aos participantes. A proximidade do evento e a ausência de diretrizes claras da ONU foram citadas como fatores que aumentaram os riscos de sobrepreços ou subsídios cruzados.
A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), responsável pela licitação, contestou as conclusões do TCU, defendendo que os descontos são parte de uma estratégia comercial legítima e que os preços incluem custos logísticos específicos. Contudo, o relator Bruno Dantas acolheu a recomendação de comunicar a Secretaria Extraordinária da COP 30 sobre as falhas, visando aprimorar a governança contratual e prevenir problemas em futuros acordos de cooperação internacional, acendendo um alerta sobre a gestão de grandes eventos com exclusividade de exploração econômica.