Will Bank
Adicionado evento de 20/01/2026 sobre instabilidades no aplicativo, detalhes sobre o congelamento das operações e cobrança de faturas, e orientações para clientes após a liquidação extrajudicial do Will Bank.
O Will Bank, formalmente conhecido como Will Financeira, foi uma instituição financeira brasileira que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil em 21 de janeiro de 2026. A decisão foi tomada após a empresa não realizar os pagamentos devidos à operadora de cartão de crédito Mastercard. A liquidação extrajudicial implica na retirada da empresa do mercado, congelamento de suas operações e nomeação de um liquidante para gerir o processo de apuração de ativos e passivos. Imediatamente após a decretação, os cartões de crédito do Will Bank foram bloqueados. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) acionou a garantia para o Will Bank, com uma estimativa de pagamentos que pode chegar a R$ 6,3 bilhões, embora não tenha divulgado um prazo para o início desses pagamentos. O aplicativo do Will Bank, embora ainda acessível para visualização de saldos e faturas, teve suas operações congeladas, impossibilitando transferências, PIX e pagamentos com cartão, mesmo com as cobranças de faturas de cartão de crédito permanecendo ativas.
A Will Financeira era uma empresa ligada ao Banco Master. A crise que levou à sua liquidação extrajudicial culminou com a falha no cumprimento de suas obrigações financeiras junto à Mastercard. O banco digital acumulava cerca de R$ 7 bilhões em passivos e mantinha aproximadamente R$ 8 bilhões em transações correntes vinculadas à bandeira Mastercard. Com a decretação da liquidação pelo Banco Central, a instituição deixou de operar e seus cartões de crédito foram bloqueados. Um liquidante foi nomeado para levantar os valores que a Will Financeira possuía, o que tinha a receber e o que precisava pagar, a fim de definir como seriam feitos os pagamentos aos credores. Clientes com dívidas, como faturas de cartão de crédito, foram orientados a manter os pagamentos em dia para evitar inadimplência e negativação em órgãos de proteção ao crédito, pois a cobrança de dívidas em aberto permanece ativa e é gerenciada pela instituição liquidante. Para clientes com dinheiro em conta ou investimentos, a orientação foi aguardar o trabalho do liquidante, com a ressalva de que valores cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ teriam menor risco, embora pudessem enfrentar atrasos no recebimento. A cobertura do FGC para investidores que possuíam aplicações tanto no Banco Master quanto no Will Bank depende da data em que o investimento foi realizado e da formação de um conglomerado financeiro entre as instituições, pois o FGC garante até R$ 250 mil por CPF por instituição ou conglomerado financeiro. O FGC acionou a garantia para o Will Bank, estimando pagamentos de até R$ 6,3 bilhões, mas sem um prazo definido para o início. Há um alerta de que o limite de cobertura do FGC pode ter sido atingido por clientes que possuíam investimentos tanto no Banco Master quanto no Will Bank. Os clientes devem buscar informações sobre o status de suas contas e obrigações financeiras junto ao liquidante.
Após a liquidação, o aplicativo do Will Bank passou a exibir um aviso informando a suspensão das operações. Embora ainda seja possível visualizar saldos, limites e faturas, funcionalidades essenciais como transferências, PIX e pagamentos com cartão não são concluídas. Clientes relataram instabilidades no aplicativo e recusa de compras com cartão de crédito já na véspera da decretação da liquidação. Muitos correntistas, como Cassandra Mendes, de 29 anos, se depararam com a impossibilidade de usar o dinheiro em conta para pagar faturas do próprio cartão, mesmo com saldo disponível. Outros, como Rayssa Santos, de 26 anos, relataram frustração por não conseguirem usar o cartão mesmo com limite disponível. Os problemas do Will Bank com a Mastercard, relacionados à paralisação do processamento dos cartões de crédito, foram um fator decisivo para o agravamento da situação financeira e a decisão de liquidação. Os valores em conta ou aplicações elegíveis são protegidos pelo FGC até R$ 250 mil por CPF, mas o pagamento não é imediato e depende dos trâmites formais da liquidação, sem prazo informado para a liberação dos recursos.
Clientes com recursos no banco terão os montantes garantidos pelo FGC até o teto de R$ 250 mil por CPF, mas o acesso a esses recursos dependerá do liquidante e não ocorrerá de forma automática. É crucial que os clientes guardem extratos, comprovantes de saldo e registros das movimentações existentes na data da decretação da liquidação, pois esses documentos servem como prova de crédito. Também é importante acompanhar as comunicações oficiais do Banco Central, do liquidante e do Fundo Garantidor de Créditos, que informarão quando e como será feito o pagamento dos valores garantidos. Não é recomendável tentar movimentações ou transferências após o decreto, pois os atos podem ser bloqueados ou invalidados. Clientes com dívidas, como faturas de cartão de crédito, devem continuar pagando para evitar inadimplência e negativação.