Will Bank
Adicionado evento de 13/02/2026 sobre a antecipação de pagamentos do FGC para credores do Will Bank, detalhes sobre o processo de antecipação, o modelo operacional do Will Bank como instituição de pagamento e o balanço atualizado de pagamentos do FGC para o conglomerado do Banco Master.
O Will Bank, formalmente conhecido como Will Financeira, foi uma instituição financeira brasileira que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil em 21 de janeiro de 2026. A decisão foi tomada após a empresa não realizar os pagamentos devidos à operadora de cartão de crédito Mastercard. A liquidação extrajudicial implica na retirada da empresa do mercado, congelamento de suas operações e nomeação de um liquidante para gerir o processo de apuração de ativos e passivos. Imediatamente após a decretação, os cartões de crédito do Will Bank foram bloqueados. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) acionou a garantia para o Will Bank, com uma estimativa de pagamentos que pode chegar a R$ 6,3 bilhões, com base em dados de novembro de 2025, embora não tenha divulgado um prazo legal para o início desses pagamentos, historicamente ocorrendo entre 30 e 60 dias. De acordo com dados do Banco Central de setembro de 2025, o Will Bank possuía R$ 6,3 bilhões investidos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs), quantia elegível para ressarcimento via FGC. O aplicativo do Will Bank, embora ainda acessível para visualização de saldos e faturas, teve suas operações congeladas, impossibilitando transferências, PIX e pagamentos com cartão, mesmo com as cobranças de faturas de cartão de crédito permanecendo ativas. Após a liquidação, clientes relataram falhas generalizadas para realizar pagamentos e movimentações financeiras, como problemas no cartão de crédito, internet banking e transferências via PIX, conforme monitorado por plataformas como o Downdetector. Em fevereiro de 2026, o FGC anunciou a antecipação do pagamento de até R$ 1 mil para credores do Will Bank, beneficiando cerca de 6 milhões de pessoas, totalizando aproximadamente R$ 200 milhões, incluindo R$ 25 milhões em saldos de contas de pagamento. Esta antecipação é feita diretamente pelo aplicativo do Will Bank e visa principalmente clientes de baixa renda. Para valores acima de R$ 1 mil ou investimentos via plataformas, o ressarcimento deve ser solicitado pelo aplicativo do FGC após a conclusão da lista de credores.
A Will Financeira era uma empresa ligada ao Banco Master, sendo seu controlador. A crise que levou à sua liquidação extrajudicial culminou com a falha no cumprimento de suas obrigações financeiras junto à Mastercard. O banco digital acumulava cerca de R$ 7 bilhões em passivos e mantinha aproximadamente R$ 8 bilhões em transações correntes vinculadas à bandeira Mastercard. Com a decretação da liquidação pelo Banco Central, a instituição deixou de operar e seus cartões de crédito foram bloqueados. Um liquidante foi nomeado para levantar os valores que a Will Financeira possuía, o que tinha a receber e o que precisava pagar, a fim de definir como seriam feitos os pagamentos aos credores. Clientes com dívidas, como faturas de cartão de crédito, foram orientados a manter os pagamentos em dia para evitar inadimplência e negativação em órgãos de proteção ao crédito, pois a cobrança de dívidas em aberto permanece ativa e é gerenciada pela instituição liquidante. Para clientes com dinheiro em conta ou investimentos, a orientação foi aguardar o trabalho do liquidante, com a ressalva de que valores cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ teriam menor risco, embora pudessem enfrentar atrasos no recebimento. A cobertura do FGC para investidores que possuíam aplicações tanto no Banco Master quanto no Will Bank depende da data em que o investimento foi realizado e da formação de um conglomerado financeiro entre as instituições. O FGC esclareceu que clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia antes da aquisição do Will Bank pelo Banco Master, em 21 de agosto de 2024, terão a garantia preservada. A partir desta data, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil. Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação de outras instituições do conglomerado Banco Master (como Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank), não haverá valores adicionais a receber do FGC. O FGC acionou a garantia para o Will Bank, estimando pagamentos de até R$ 6,3 bilhões, mas sem um prazo legal definido para o início, embora historicamente os pagamentos tenham iniciado entre 30 e 60 dias. Há um alerta de que o limite de cobertura do FGC pode ter sido atingido por clientes que possuíam investimentos tanto no Banco Master quanto no Will Bank. Os clientes devem buscar informações sobre o status de suas contas e obrigações financeiras junto ao liquidante. O Banco Master, ao qual o Will Bank era ligado e seu controlador, já havia tido sua liquidação extrajudicial determinada em novembro do ano anterior, após enfrentar riscos de falência e investigações de fraudes. A liquidação do Will Bank, que havia sido poupado em novembro, pode fazer com que o pagamento do FGC no caso Master atinja R$ 47 bilhões, representando um aumento significativo nos pagamentos relacionados a este caso. O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso em uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras. As investigações apontam que o Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com juros acima da média de mercado sem comprovar liquidez, e aplicou parte desses recursos em ativos inexistentes, como a compra de créditos da empresa Tirreno, que posteriormente foram vendidos ao BRB por R$ 12,2 bilhões sem documentação adequada. Essas transações ocorreram enquanto o BRB tentava adquirir o Banco Master. O Master também era conhecido por comprar precatórios e investir em empresas em dificuldade. Tentativas de venda do banco foram canceladas em meio a questionamentos e pressões políticas. O FGC atualizou o balanço da liberação de recursos para o conglomerado do Banco Master, informando que até o momento foram pagos R$ 37 bilhões em garantias, o que corresponde a 91% do total previsto.
O Banco de Brasília (BRB) informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que o Banco Master transferiu carteiras de ativos ao BRB como compensação por carteiras previamente vendidas à instituição, das quais parte dos ativos teve origem no Will Bank. Esses ativos estão atualmente em processo de avaliação (valuation) pelo BRB para verificar sua real condição e adequação dos valores envolvidos. O BRB esclareceu que as informações veiculadas por alguns veículos de imprensa sobre essas transferências e a tentativa de aquisição do Banco Master não refletem comunicações oficiais da companhia e que, até o momento, não há conclusão técnica ou documental que sustente as inferências apresentadas. Além disso, o BRB também se manifestou sobre notícias a respeito de fundos sob sua gestão ou administração que estariam ligados ao Banco Master. A companhia esclareceu que recebeu esses fundos como dação em pagamento, com condições de cessão previstas contratualmente, sendo que a administração e gestão desses fundos são realizadas por empresas terceiras, e as decisões de investimento não foram tomadas pelo BRB. Esses fundos e seus ativos estão em processo de validação técnica e avaliação, com o objetivo de assegurar precisão quanto à sua composição, valores e conformidade. O BRB afirmou que não há Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master computados nos referidos fundos e que está em curso o processo de alteração do administrador e do gestor dos fundos de investimento. A instituição se comprometeu a comunicar tempestivamente ao mercado qualquer Fato Relevante que surgir das análises internas.
Após a liquidação, o aplicativo do Will Bank passou a exibir um aviso informando a suspensão das operações. Embora ainda seja possível visualizar saldos, limites e faturas, funcionalidades essenciais como transferências, PIX e pagamentos com cartão não são concluídas. Clientes relataram instabilidades no aplicativo e recusa de compras com cartão de crédito já na véspera da decretação da liquidação. Muitos correntistas, como Cassandra Mendes, de 29 anos, se depararam com a impossibilidade de usar o dinheiro em conta para pagar faturas do próprio cartão, mesmo com saldo disponível. Outros, como Rayssa Santos, de 26 anos, relataram frustração por não conseguirem usar o cartão mesmo com limite disponível. As reclamações se intensificaram na manhã de 21 de janeiro de 2026, com falhas no cartão de crédito, internet banking e transferências. A plataforma Downdetector registrou ao menos 500 notificações de erro por clientes em 20 de janeiro de 2026, por volta das 20h. Os problemas do Will Bank com a Mastercard, relacionados à paralisação do processamento dos cartões de crédito, foram um fator decisivo para o agravamento da situação financeira e a decisão de liquidação. Os valores em conta ou aplicações elegíveis são protegidos pelo FGC até R$ 250 mil por CPF, mas o pagamento não é imediato e depende dos trâmites formais da liquidação, sem prazo legal informado para a liberação dos recursos, embora o FGC mencione que nas últimas liquidações o tempo para início do pagamento esteve entre 30 e 60 dias. O FGC garante investimentos como CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O Will Bank operava como instituição de pagamento, não como um banco tradicional com conta corrente. Os saldos dos clientes em contas de pagamento ficavam depositados em uma conta específica no Banco Central, o que garante o ressarcimento aos clientes, já que o dinheiro não podia ser usado pela instituição para conceder crédito ou outras operações bancárias. Parte dos valores aplicados pelos clientes era direcionada automaticamente para Certificados de Depósito Bancário (CDB), que contam com cobertura do FGC até o limite legal de R$ 250 mil por CPF.
Clientes com recursos no banco terão os montantes garantidos pelo FGC até o teto de R$ 250 mil por CPF, mas o acesso a esses recursos dependerá do liquidante e não ocorrerá de forma automática. O FGC informou que a quantidade exata de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a consolidação das informações pelo liquidante. Em 13 de fevereiro de 2026, o FGC anunciou a antecipação do pagamento de até R$ 1 mil para clientes do Will Bank com valores elegíveis à garantia, a ser realizada diretamente pelo aplicativo do Will Bank. Para ter direito à antecipação, o cliente deve ser direto do Will Bank, ter valores elegíveis à garantia do FGC e limitados a até R$ 1 mil. O processo de solicitação da antecipação envolve acessar o aplicativo do Will Bank, confirmar dados cadastrais, verificar o valor disponível, confirmar o aceite digital e transferir o dinheiro para uma conta de mesma titularidade. Clientes com valores acima de R$ 1 mil ou que investiram por meio de plataformas de investimentos deverão aguardar a conclusão da lista de credores e solicitar o ressarcimento pelo aplicativo do próprio FGC. É crucial que os clientes guardem extratos, comprovantes de saldo e registros das movimentações existentes na data da decretação da liquidação, pois esses documentos servem como prova de crédito. Também é importante acompanhar as comunicações oficiais do Banco Central, do liquidante e do Fundo Garantidor de Créditos, que informarão quando e como será feito o pagamento dos valores garantidos. Não é recomendável tentar movimentações ou transferências após o decreto, pois os atos podem ser bloqueados ou invalidados. Clientes com dívidas, como faturas de cartão de crédito, devem continuar pagando para evitar inadimplência e negativação. Para dúvidas, o FGC orienta contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br. O pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do FGC, disponível no Google Play e na Apple Store. O processo envolve o cadastro, a solicitação de pagamento de garantia (disponível após o envio da lista de credores pelo liquidante), a informação de uma conta bancária de titularidade do solicitante, validação biométrica e envio de documentos. Para pessoas jurídicas, a solicitação deve ser feita pelo Portal do Investidor, com o pagamento realizado por transferência para uma conta-corrente ou poupança de mesmo CNPJ. Em casos de inventariantes ou espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários. Após a assinatura do termo de solicitação, a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos, embora o período entre a decretação da liquidação e o pagamento aos investidores tenha variado entre 14 e 40 dias nas operações mais recentes. Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC (R$ 250 mil) permanecerão sujeitos ao processo de liquidação, e o credor passará a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento. O FGC e o Will Bank alertam para golpes, reforçando que não fazem contato por telefone, mensagens ou redes sociais para pedir senhas, códigos ou dados pessoais, e que não há intermediários autorizados para facilitar ou antecipar pagamentos.